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domingo, 22 de janeiro de 2012

Viagem com a Maria


Oi gente!!! Feliz ano novo pra todos, que 2012 seja um ano de sucesso, realizações e felicidade pra todo mundo! 

Como minha família só conhecia a Maria por fotos, lá fomos nós levá-la para conhecer o pessoal. Aliás, minha família é gigante, sendo assim, é mais fácil eu ir até lá. 
Fiquei meio tensa antes da viagem, pois a gente ia de ônibus e a viagem é super longa. Fiquei com medo da Maria estranhar o ônibus, ficar enjoada, chorar, passar mal, enfim, mil coisas passam pela cabeça no momento de fazer uma coisa nova. 
A hora de fazer a mala foi um tormento hehehe, como sempre, deixei pra arrumar algumas horas antes, e quase  perdi o horário, sai toda descabelada aff. E como tinha bagagem! Levei o bebê conforto, a almofada de amamentação, a bolsa de passeio da Maria, uma mochila, uma mala gigante, outra mala média e uma sacola enorme cheia de roupas que eu não usava (para doar) e um ventilador que o namorido insistiu em levar, já que para onde fomos faz muuuito calor. UFAAA! Mas foi tudo necessário!
Na primeira parte da viagem ela dormiu bastante e só acordou quando estávamos chegando em Belo Horizonte. Paramos na rodoviária de Mariana (ah! eu moro em Minas Gerais!), o banheiro estava alagado e não tem lugar pra trocar o bebê, tive que trocá-la dentro do ônibus mesmo. Desconfortável... Chegando em BH foi mais tranquilo (contratamos um carregador pra levar tantas malas rsrs), lá o banheiro tem lugar para trocar o bebê e se você não tem um trocador pra deitar o bebê é só pedir na entrada do banheiro. 
Depois de esperar umas horas pegamos o segundo ônibus, que era apertado e a poltrona não inclinava muito aff, mas como a viagem foi durante a noite, foi tranquilo pois a Maria dormiu a noite toda, ainda bem! 
Chegamos ao destino no dia seguinte de manhã, e ela estava super bem disposta, sorrindo pra todo mundo que ela acabara de conhecer. A Maria é muito receptiva e bem humorada!
Ficamos dois dias na casa do vovô, pena que foi super rápido.... Colocamos ela pra dormir no bebê conforto e colocamos o cortinado (fizemos uma gambiarra daquelas ahahahahaha) pois tinha muitos pernilongos.
Depois fomos pra outra cidade conhecer mais uma galera. E lá tinha festa, música alta, muita gente... e a Maria sempre sorrindo pra todo mundo! Que menina linda eu tenho! Não estranhou ninguém! Minha cunhada arrumou um carrinho de bebê emprestado pra gente, e quebrou o galho, pois ficou mais confortável pra ela dormir do que no bebê conforto.
Alguns dias antes de voltar pra casa tive que levá-la ao médico pois apareceram no cocô um muco e um pouco de sangue, mas ela não teve nenhuma reação, como febre, vômito ou diarreia. Mas ela tá bem, depois conto sobre o que pode estar ocorrendo.
Pena que depois do natal não parou de chover, aí ficamos a maior parte do tempo dentro de casa. E por causa das chuvas fortes não pudemos voltar pra casa antes. 
Depois de duas semanas voltamos pra casa. Uma parte do percurso fizemos de carro (até BH), que foi muuuuito melhor e mais rápido (o bebê conforto foi necessário). De BH para cá foi tenso, pois o banheiro, ou melhor, um usuário do banheiro, estava deixando o ar irrespirável. Fiquei até enjoada, que nojo... o namorido reclamou e ele foi cara de pau e falou que tinha poltronas vagas lá na frente. Vê se pode!
Enfim chegamos, cansados, cheios de malas e felizes por ter saído tudo bem! Minha família amou a visita e estão todos apaixonados pela Maria! E todos acham que ela é a minha cara rsrs! Eu só acreditei depois de ver fotos minhas quando bebê, e realmente parece mesmo!

Aprendi uma coisa, realmente depois que temos um filho, nossas prioridades mudam. Pensei apenas no conforto e bem estar dela, e minhas necessidades ficaram em segundo plano. Por exemplo, deixei de levar meu secador e a chapinha ahahahahaha, mas faço isso com imenso amor e prazer!



FICA A DICA!
  • O bebê conforto tinha que ir de qualquer forma, pois teríamos que andar de carro com outras pessoas e, segurança em primeiro lugar!
  • Não esqueça os documentos do bebê e os seus, pois eles pedem na hora de embarcar.
  • A almofada de amamentação foi ótima, pois a gente colocou a Maria deitada nela e assim não ficamos com os braços doloridos, e nem ela ficou desconfortável.
  • O sling foi de grande ajuda no momento de sair do ônibus com aquele monte de malas, e durante os passeios também.
  • Como ela ainda não pode usar repelente, levamos o cortinado. E ainda assim um pernilongo infeliz a picou um dia.
  • Levei apenas 1 pacote de fraldas e o resto comprei por lá.
  • Não deixe seu bebê com estranhos, mesmo que você esteja sozinha e precise deseperadamente ir ao banheiro... pra tudo se tem um jeito....
  • Leve na bolsa de passeio algumas roupinhas (coloque sempre um casaquinho de manga comprida), fraldas, toalhinha de boca, lenços umedecidos, pomada e uns brinquedos, pois o bebê pode ficar entediado e chorar, e ninguém merece viajar com um bebê chorando dentro do ônibus, mesmo que o coitadinho não tenha culpa de nada.
  • Se for possível evite as últimas poltronas, além do cheiro desagradável, o barulho da porta incomoda o bebê.
  • Tente manter a rotina do bebê.

Até a próxima galera!!!
Beijooo

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cólicas e funchicórea

Acho que toda mamãe (e papai) de primeira viagem teme as terríveis cólicas! E não é pra menos, já que corta o coração da gente ver um bebê tão pequenininho se contorcendo de dor e não poder fazer quase nada. Infelizmente todas nós temos que passar por essa fase, que para umas passa rápido, mas para outra dura até os 3 meses. No meu caso, as cólicas da Maria pararam com 1 mês e meio, que alívio!!!
Para diminuir o sofrimento o médico receitou um remédio (simeticona) e recomendou que eu evitasse alimentos como refrigerante, chocolate, alimentos ácidos e leite (eu parei de comer tudo). Mas mesmo assim havia dias que eu ficava desesperada porque a dor dela era muito intensa. 
UMA DICA: fique atenta ao que você come e depois observe as reações de seu bebê. Eu observei que os dias em que eu tomava suco de laranja ou ingeria leite ela ficava pior, as cólicas duravam a noite e o dia, então resolvi parar de comer esses alimentos.
As noites de choro continuavam, e eu estava um caco, e a família toda ficava acordada durante horas de madrugada, mas eu era quem ficava mais cansada.
Um belo dia minha sogra me falou sobre a funchicórea, mas como uma boa mãe de primeira viagem (rsrs) eu resisti, pois não queria dar nada para ela além do que o médico receitou. Depois de mais alguns dias de choro, e mais desesperada do que nunca, resolvi testar a tal funchicórea. 
Comprei o potinho (a preço de ouro!) e segui as recomendações de uso. A Maria já estava chorando a bastante tempo e depois que tomou em poucos minutos ela estava calmíssima! Gente esse pozinho é mágicooooo!!! Ela dormiu por umas quatro horas seguidas, coisa que não acontecia há semanas, e eu fiquei até preocupada, mas acho que foi porque coloquei uma dose muito grande para ela.
Nas primeiras vezes eu estava dando a funchi pra ela na mamadeira, mas depois eu comecei a lambuzar a chupeta no pozinho e dar diretamente pra ela, mas eu não gostei muito dessa forma pois o pozinho é doce demaaais (acho que por isso eles adoram!) e às vezes ela engasgava. Eu acho melhor ministrar o remédio de acordo com a bula. Nunca, jamais, passe no seu peito para o bebê poder mamar.

Eu procurei saber a respeito da funchicórea na internet, encontrei os que são a favor e aqueles que são contra. 
Encontrei esse post muito engraçado sobre o uso da funchicórea. Eu estava tensa, procurando saber a respeito e me deparei com esse texto. Eu ri muuuuito, foi bom pra descontrair!
Tem esse post onde são contra o uso da funchicórea. Respeito a opinião alheia, mas não concordo com o que foi escrito pela autora do post. Mesmo amamentando exclusivamente no peito, dando colinho, carinho, colocando paninho quente e usando o medicamento receitado pelo médico as cólicas persistiam. Enfim, quando eu usei a funchicórea a Maria ficou muito bem!
Tem essa matéria bem esclarecedora também. Recomendo que leiam!

Bom, eu usei, apesar de ficar com receio no começo, e sinceramente foi um alívio muito grande para a Maria e para nós.
Antes de usar qualquer medicamento, informe seu médico e use de acordo com o indicado na bula! 

Um abraço a todos e até mais!


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Choros do bebê

Como disse antes, no livro " A encantadora de bebês" ela lista uma série de sinais do bebê que podem ajudar a interpretar o choro do pequeno. Copiei essa tabela do livro:

LINGUAGEM CORPORAL

CABEÇA

TRADUÇÃO

Move-se de um lado para outro

Cansado

É afastada do objeto

Precisa de mudança de ambiente

Vira para os lados e estende o pescoço (boca bastante aberta)

Com fome

Se o bebê está ereto, a cabeça pende, como alguem que pega no sono no metrô

Cansado

OLHOS


Vermelhos, congestionados

Cansado

Abrem-se lemtamente e depois mais rápido, entao, fecham-se da mesma forma várias vezes

cansado

“o olhar 7 milhas”: olhos abertos, frios, como se fossem presos por palitos

Muito cansado/ superestimulado

BOCA/LÁBIOS/LÍNGUA


Boceja

Cansado

Lábios contraídos

Com fome

Aparência de alguém que está gritando, sem produção de nenhum som: finalmente um suspiro procede um gemido audével

Gases ou outra dor

Lábio inferiro treme

Com frio

Suga a língua

Está se acalmando; às vezes é confundido com fome

Enrola a língua para os lados

Com fome; o clássico gesto de rotação

Enrola a língua para cima, como uma lagartixa; não é acompanhada de sucção

Gases ou outra dor

ROSTO


Careta, geralmente enrugada como uma bala mastigada; se está deitado, também começa a ofegar, mover os olhos e fazer uma expressao semelhante aum sorriso

Gases ou outra dor; está tendo um movimento intestinal

Vermelho; as veias das têmporas se destacam

Chorou demais, prendeu o fôlego; os vasos se expandem

MÃOS/BRAÇOS


As mãos são colocadas na boca, tentativa de sugá-las

Com fome, se não tiver comido há 2,5 ou 3 horas, caso contrário, apenas necessidade de sucção

Brinca com os dedos

Precisa de mudança de ambiente

Bate os braços e as de forma descoordenada, pode agarrar a pele

Muito cansado; está com gases

Balança os braços, ligeiro tremor

Gases ou outra dor

TORSO


Arqueia as costas, procurando o seio ou a mamadeira

Com fome

Contorce o corpo, movendo o bumbum de um lado para o outro

Fralda úmida ou frio; gases

Fica rígido

Gases ou outra dor

Tem calafrios

Com frio

PELE


Grudenta, suada

Superaquecido, ficou chorando por muito tempo, o que faz o corpo esquentar e expelir energia

Extremidades azuladas

Com frio, gases ou outra dor, ficou chorando por muito tempo (quando o corpo produz calor e energia, o sangue é drenado das extremidades)

Arrepiada

Com frio

PERNAS


Chutes fortes e descoordenados

Cansado

Encostadas no peito

Gases ou outra dor abdominal


OUTRAS FORMAS DE AVALIAÇÃO


CANSAÇO/MUITO CANSAÇO

Começa com uma inquietação mal-humorada, de frequência irregular, mas se não for interrompida imediatamente, passa ao choro qeu evidencia três gemidos curtos seguidos pos um gritinho alto; depois dois fôlegos curtos e um grito mais longo e alto. Geralmente, quando casados, os bebês choram sem parar e, se são deixados sozinhos, acabam pegando no sono.


O bebê pisca e boceja: se não for colocado na cama logo, os sinais físicos podem incluir arqueamento das costas, chutes e bater de braços; pode agarrar as orelhas e as bochechas ou arranhar o rosto (um reflexo); se estiver no colo, contorce o corpo e tenta virar-se na direção de quem o segura. Se continuar chorando, sua face ficará vermelha. Entre todos os choros, este é confundido com sinal de fome com frequência. Portanto, preste atençao ao momento em que ele ocorre – pode vir após a hora de brincar ou depois de alguém ter conversado com o bebê. A contorção pode ser confundida com cólica.

SUPERESTIMULAÇÃO

Choro longo e alto, semelhante ao do excesso de cansaço.


Bate braços e pernas; afasta a cabeça da luz; dá as costas para qualquer pessoas que tente brincar com ele.


Geralmente começa quando o bebê já brincou o bastante e o adulto continua tentando distraí-lo. Piora se você muda a posição do bebê, então ele fica cansado e precisa de uma soneca.

DOR/GASES

Som agudo inconfundível; grito muito alto que surge repentinamente; o bebê pode prender o fôlego entre os gritos e depois recomeçar.


O corpo está todo tenso e rígido, o que perpetua o ciclo, porque os gases não conseguem passar. O bebê tenta encostar os joelhos no queixo, o rosto se contorce em uma expressão de dor, a língua se enrola para cima, como de um lagato.

FOME

Som parecido com a tosse no fundo da garganta. Depois vem o promeiro grito, curto no começo, vai adquirindo um ritmo mais cadenciado (uáaaa. Uáaa, uáaa)


O bebê começa a lamber os lábios sutilmente e depois faz a “rotação”: a lingua sai da boca e ele gira a cabeça para os lados. Tenta colocar a mão na boca.


A melhor forma de discernir o choro de fome é verificar o horário da última mamada do bebê.

FRIO

Choro a plenos pulmões, com o lábio inferior tremendo.


Pele arrepiada; calafrios


Extremidades frias e a pele pode ficar azulada.

MUITO CALOR

Lamento inquieto, que faz o bebê ficar quente. Parece mais um ofego baixo e dura cerca de 5 minutos; se o bebê for deixado só, acabará caindo no choro.


Suado, pele avermelhada, ofega em vez de respirar regularmente; pode haver manchas vermlhas na face e no torso.


O escesso de calor é diferente da febre, na qual o choro se assemelha a ao de dor; a pele fica seca e não grudenta.

ONDE VOCÊ ESTAVA? EU PRECISO DE CARINHO!

O murmúrio de repente se transforma em uás curtos, que parecem com miados, o choro desaparece no instante em que o o bebê é pego no colo.


O bebê fica olhando ao redor procurando por você. Se você interpretar logo esse choro, talvez nem precise pegar o bebê no colo - uns tapinhas nas costar e uma palavra de confortoo fucionam melhor, porque estimulam a independência.

ALIMENTAÇÃO EXCESSIVA

Inquietação, até mesmo choro depois da mamada, frequentemente. Isso ocorre quando o sono e a estimulação excessiva são confundidos com fome.

MOVIMENTOS INTESTINAIS

Grunhidos ou choro durante a mamada. O bebê contorce o corpo e se aproxima de você; para de mamar; aparenta os movimentos intestinais.

Pode ser confundido com fome; a mãe geralmente pensa que “está fazendo algo errado com seu bebê”.